Dizem que a evocação é uma falta de respeito pelos mortos, cujas cinzas não devem ser perturbadas. Mas quem é que diz isso? São os antagonistas de dois campos opostos, que se dão as mãos, isto é, os incrédulos, que não creem nas almas, e os crentes, que pretendem que só os demônios, e não as almas, é que podem vir.
Quando a evocação é feita religiosamente e com recolhimento; quando os Espíritos são chamados, não por curiosidade, mas por um sentimento de afeição e simpatia, com desejo sincero de instrução e progresso, não vemos nada que denote falta de respeito em apelar-se para as pessoas mortas, como se fazia quando estavam entre nós. Há, porém, outra resposta categórica a essa objeção: é que os Espíritos se apresentam espontaneamente, sem constrangimento, muitas vezes mesmo sem que sejam chamados. Eles também dão testemunho da satisfação que experimentam por comunicar-se com os homens, e se queixam às vezes do esquecimento a que são relegados. Se os Espíritos se perturbassem ou se agastassem com os nossos chamados, certamente o diriam ou não atenderiam ao chamado. Já que são livres, quando se manifestam, é porque isso lhes convém.