“Por meio dessas operações da magia moderna vemos reproduzirem-se entre nós as evocações e os oráculos, as consultas aos mortos, as curas e os sortilégios que ilustraram os templos dos ídolos e os antros das sibilas.”
Que há de comum entre as operações da magia e as evocações espíritas? Houve tempo em que se podia crer na eficácia de tais operações, mas hoje elas são ridículas. Ninguém as toma a sério, e o Espiritismo as condena. Na época em que florescera a magia, era imperfeita a noção que se tinha sobre a natureza dos Espíritos, geralmente tidos por seres dotados de poder sobre-humano. Ninguém os evocava senão para obter, mesmo à custa da própria alma, os favores da sorte e da fortuna, a descoberta de tesouros, a revelação do futuro ou os filtros.⁶⁸ A magia com seus sinais, fórmulas e práticas cabalísticas tinha a fama de fornecer segredos para operar prodígios, constranger Espíritos a ficarem às ordens dos homens e satisfazer-lhes os desejos. Hoje sabemos que os Espíritos são as almas dos mortos e não os evocamos senão para receber conselhos dos bons, moralizar os maus e continuar as relações com os seres que nos são caros. Eis o que diz o Espiritismo a tal respeito: