Capítulo 16
O estudo da especialidade dos médiuns não só lhes é necessário, como também ao evocador. Conforme a natureza do Espírito que se deseja chamar e as perguntas a serem feitas a ele, convém que se escolha o médium mais apto àquilo que se tem em vista. Interrogar o primeiro que se apresente é expor-se a receber respostas incompletas ou errôneas. Por exemplo: Ninguém confiará a redação de qualquer trabalho, nem mesmo uma simples cópia, ao primeiro que apareça, apenas porque saiba escrever. Suponhamos um músico, que queira a execução de um trecho de canto por ele composto. Tem à sua disposição muitos cantores, todos eles hábeis; entretanto, não os tomará ao acaso: escolherá, para seu intérprete, aquele cuja voz, cuja expressão, cujas qualidades, enfim, correspondam melhor à natureza do trecho musical. Os Espíritos fazem a mesma coisa com relação aos médiuns, e nós devemos fazer como os Espíritos. Cumpre notar, além disso, que as variações que a mediunidade apresenta e às quais outras mais se poderiam acrescentar nem sempre guardam relação com o caráter do médium. Assim, por exemplo, um médium naturalmente alegre, jovial, pode obter habitualmente comunicações graves, mesmo severas e vice-versa. É ainda uma prova evidente de que age sob a impulsão de uma influência estranha. Voltaremos ao assunto no capítulo que trata da Influência moral do médium.
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Médiuns especiais
Tema Quadro sinótico das diferentes espécies de médiuns
Item 199