Trataremos aqui, especialmente, dos médiuns escreventes, por ser o gênero de mediunidade mais espalhado e, além disso, porque é, ao mesmo tempo, o mais simples, o mais cômodo, o que dá resultados mais satisfatórios e completos. É também o que todos ambicionam possuir. Infelizmente, não dispomos até hoje de nenhum meio para diagnosticar, ainda que de forma aproximada, que alguém possua essa faculdade. Os sinais físicos, que algumas pessoas tomam por indícios, nada têm de infalíveis. Ela se manifesta nas crianças e nos velhos, em homens e mulheres, sejam quais forem o temperamento, o estado de saúde e o grau de desenvolvimento intelectual e moral. Só existe um meio de se comprovar sua existência: é experimentar.
Pode-se obter a escrita, como já vimos, com o auxílio das cestas e pranchetas ou diretamente com a mão. Como este último meio é o mais fácil e, podemos dizer, o único empregado hoje, é ele que recomendamos à preferência de todos. O processo é dos mais simples: consiste unicamente em alguém pegar um lápis e papel e pôr-se na posição de quem escreve, sem qualquer outro preparativo. Entretanto, para que alcance êxito, muitas recomendações se fazem indispensáveis.