É incontestável que a alma atrasada moral e intelectualmente, como a dos povos bárbaros, não pode ter os mesmos elementos de felicidade, as mesmas aptidões para gozar dos esplendores do infinito, como a alma cujas faculdades estão amplamente desenvolvidas. Se, portanto, estas almas não progredirem, não poderão, em condições mais favoráveis, gozar na eternidade senão de uma felicidade muito limitada. Para estar de acordo com a rigorosa justiça, chegaremos, pois, à conclusão de que as almas mais adiantadas são as mesmas que antes se apresentavam como atrasadas e que depois progrediram. Mas aqui nos deparamos com a questão da pluralidade das existências, único meio racional para resolver a dificuldade. Não obstante, vamos deixá-la de lado e considerar a alma sob o ponto de vista de uma única existência.