Capítulo 17
A escrita é algumas vezes bem legível, as palavras e as letras perfeitamente destacadas, mas, com certos médiuns, é difícil que outra pessoa, a não ser ele próprio, decifre a mensagem, antes que haja adquirido o hábito de fazê-lo. É formada, frequentemente, de grandes traços; os Espíritos não têm o hábito de economizar papel. Quando uma palavra ou uma frase é quase de todo ilegível, pede-se ao Espírito o favor de recomeçá-la, o que ele em geral faz de boa vontade. Quando a escrita é habitualmente ilegível, mesmo para o médium, este chega quase sempre a obtê-la mais nítida, por meio de exercícios frequentes e demorados, onde põe toda a sua vontade, e rogando com fervor ao Espírito para que seja mais correto. Alguns Espíritos adotam sinais convencionais que passam a ser de uso nas reuniões habituais. Para mostrarem que uma pergunta lhes desagrada e que não querem responder a ela, fazem, por exemplo, um risco longo ou outra coisa equivalente. Quando o Espírito conclui o que tinha a dizer, ou não quer mais responder, a mão fica imóvel e o médium, quaisquer que sejam seu poder e sua vontade, não consegue obter nem mais uma palavra. Ao contrário, enquanto o Espírito não conclui, o lápis se move sem que a mão consiga detê-lo. Se o Espírito quiser dizer espontaneamente alguma coisa, a mão pega convulsivamente o lápis e começa a escrever, sem que o médium possa opor-se a isso. Aliás, o médium sente quase sempre em si alguma coisa que lhe indica se houve apenas uma parada momentânea, ou se o Espírito concluiu o que tinha a dizer. É raro que não sinta quando o Espírito partiu. São estas as explicações essenciais que tínhamos a dar, no tocante ao desenvolvimento da psicografia. A experiência revelará, na prática, alguns detalhes que, por inúteis, não devem ser tratados aqui e a cujo respeito os princípios gerais servirão de guia. Se muitos experimentarem, haverá mais médiuns do que em geral se pensa.
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Formação dos médiuns
Tema Desenvolvimento da mediunidade
Item 213