Tudo o que acabamos de dizer se aplica à escrita mecânica. É, com razão, a faculdade que todos os médiuns procuram obter. Mas o processo mecânico puro é raríssimo, pois a ele se associa, com muita frequência e em maior ou menor grau, a intuição. Tendo consciência do que escreve, o médium é naturalmente levado a duvidar da sua faculdade; não sabe se o que lhe sai do lápis vem dele mesmo, ou de outro Espírito. Não tem absolutamente que se preocupar com isso e deve prosseguir apesar de tudo. Se observar a si mesmo com atenção, facilmente descobrirá no que escreve uma porção de coisas que não passavam pela sua mente e que até são contrárias às suas ideias, prova evidente de que tais coisas não provêm do seu Espírito. Que continue, pois, e a dúvida se dissipará com a experiência.