Capítulo 10
Estendemo-nos um tanto sobre estas citações para mostrar que os princípios do Espiritismo não têm relação alguma com os da magia. Assim, nada de Espíritos às ordens dos homens; nada de meios para os constranger; nada de sinais ou fórmulas cabalísticas; nada de descobertas de tesouros ou processos para enriquecer; nada de milagres ou prodígios, adivinhações e aparições fantásticas; nada, finalmente, que constitua o objetivo e os elementos essenciais da magia. O Espiritismo não só reprova tais coisas como demonstra a impossibilidade e ineficácia delas. Não há, pois, qualquer analogia entre os processos e fins da magia e os do Espiritismo. Querer confundi-los só pode atestar ignorância ou má-fé; e como os princípios do Espiritismo nada têm de secreto, estando formulados em termos claros e sem equívoco, tal erro jamais poderia prevalecer. Quanto às curas, reconhecidas como reais na pastoral precitada, o exemplo foi mal escolhido para afastar as pessoas das relações com os Espíritos. Essas curas constituem outros tantos benefícios que tocam de perto as pessoas e que todas podem apreciar. Pouca gente estará disposta a renunciar a elas, sobretudo depois de haver esgotado outros recursos antes de recorrer ao diabo. Ora, se o diabo cura, forçoso é confessar que pratica uma boa ação.⁶⁹
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Parte Primeira
Nome do Capítulo Intervenção dos demônios nas modernas manifestações
Item 11