A lucidez sonambúlica é uma faculdade que depende do organismo e que nada tem a ver com a elevação, o adiantamento e mesmo o estado moral do indivíduo. Pode, pois, um sonâmbulo ser muito lúcido e ao mesmo tempo incapaz de resolver certas questões, se o seu Espírito for pouco adiantado. O sonâmbulo que fala por si próprio pode, portanto, dizer coisas boas ou más, exatas ou falsas, demonstrar mais ou menos delicadeza e escrúpulo nos processos de que use, conforme o grau de elevação ou de inferioridade do seu próprio Espírito. É então que a assistência de outro Espírito pode suprir as suas deficiências. Entretanto, como acontece com os médiuns, um sonâmbulo pode ser assistido por um Espírito mentiroso, leviano ou mesmo mau. É principalmente neste caso que as qualidades morais exercem grande influência, para atraírem os Espíritos bons. (Veja-se O livro dos espíritos, Sonambulismo, questão 425; e, neste livro, o capítulo sobre a Influência moral do médium.)