Somente para não deixar de mencioná-la, falaremos aqui desta variedade de médiuns, porque o assunto exigiria desenvolvimento excessivo para os limites em que devemos nos restringir. Aliás, estamos informados de que um médico, amigo nosso, se propõe a tratá-lo em obra especial sobre a medicina intuitiva. Diremos apenas que este gênero de mediunidade consiste principalmente no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Certamente dirão que se trata simplesmente de magnetismo. Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí importante papel; porém, quando se examina o fenômeno com cuidado, facilmente se reconhece que há mais alguma coisa. A magnetização ordinária é um verdadeiro tratamento regular, seguido e metódico. No caso que apreciamos, as coisas se passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que caracteriza a mediunidade, torna-se evidente em certas circunstâncias, sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem ser qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira evocação. (Veja-se o item 131.)