Sobre este ponto, como sobre muitos outros, a Igreja mantém suas velhas crenças a respeito do demônio. Diz ela: “Temos princípios que não variam há dezoito séculos porque são imutáveis.” O seu erro consiste justamente em não levar em conta o progresso das ideias; é supor Deus muito pouco sábio para não proporcionar a revelação ao desenvolvimento das inteligências; é, em suma, falar aos contemporâneos a mesma linguagem do passado. Se, a despeito do progresso da Humanidade, a religião persiste em agarrar-se aos velhos erros do passado, tanto em matéria espiritual como em assuntos científicos, mais dia menos dia será ultrapassada pela incredulidade.