Capítulo 1
Voltemos à natureza do perispírito, porque é essencial à explicação que vamos dar. Dissemos que, embora fluídico, o perispírito não deixa de ser uma espécie de matéria, e isso resulta dos casos de aparições tangíveis, sobre os quais voltaremos a falar. Sob a influência de certos médiuns, tem-se visto aparecerem mãos com todas as propriedades de mãos vivas, que, como estas, são dotadas de calor, podem ser palpadas, oferecem a resistência de um corpo sólido, agarram os circunstantes e, de repente, se dissipam como uma sombra. A ação inteligente dessas mãos, que evidentemente obedecem a uma vontade, executando certos movimentos, tocando até melodias num instrumento, prova que elas são a parte visível de um ser inteligente invisível. A tangibilidade que revelam, a temperatura, a impressão, em suma, que causam aos sentidos, pois se verificou que deixam marcas na pele, que dão pancadas dolorosas ou acariciam delicadamente, provam que são de uma matéria qualquer. Sua desaparição instantânea comprova, além disso, que essa matéria é eminentemente sutil e se comporta como certas substâncias que podem passar, alternativamente, do estado sólido ao estado fluídico e vice-versa.
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Parte Segunda
Nome do Capítulo Ação dos Espíritos sobre a matéria
Item 57