A extinção da vida orgânica resulta na separação da alma em consequência da ruptura do laço fluídico que a une ao corpo. Essa separação, contudo, nunca é brusca; o fluido perispirítico só pouco a pouco se desprende de todos os órgãos, de sorte que a separação só é completa e absoluta quando não reste mais nem um átomo do perispírito ligado à molécula do corpo. A sensação dolorosa que a alma experimenta no momento da morte é diretamente proporcional à soma dos pontos de contato existentes entre o corpo e o perispírito e, por conseguinte, também à maior ou menor dificuldade que apresenta o rompimento. Assim, não há razão para dissimular que, conforme as circunstâncias, a morte pode ser mais ou menos penosa. São essas diferentes circunstâncias que nos cumpre examinar.