Estabeleçamos em primeiro lugar, e como princípio, os quatro seguintes casos, que podemos considerar como situações extremas, dentro de cujos limites há uma infinidade de variantes:
1º) Se no momento em que se extingue a vida orgânica o desprendimento do perispírito fosse completo, a alma não sentiria absolutamente nada.
2º) Se nesse momento a coesão dos dois elementos estiver no auge de sua força, produz-se uma espécie de ruptura que reage dolorosamente sobre a alma.
3º) Se a coesão for fraca, a separação torna-se fácil e opera-se sem abalo.
4º) Se após a cessação completa da vida orgânica existirem ainda numerosos pontos de contato entre o corpo e o perispírito, a alma poderá ressentir-se dos efeitos da decomposição do corpo até que esse laço se desfaça inteiramente.
Daí resulta que o sofrimento que acompanha a morte está subordinado à força adesiva que une o corpo ao perispírito; que tudo o que puder atenuar essa força e acelerar a rapidez do desprendimento, torna a passagem menos penosa; e, finalmente, que se o desprendimento se operar sem dificuldade, a alma não experimentará nenhuma sensação desagradável.