“A dor material é um fenômeno como o dos fogos de artifício, em face dos legítimos valores espirituais.
“Homens do mundo, que morreram por uma idéia, muitas vezes não chegaram a experimentar a dor física, sentindo apenas a amargura da incompreensão do seu ideal.
“Imaginai, pois, o Cristo, que se sacrificou pela Humanidade inteira, e chegareis a contemplá-lo na imensidão da sua dor espiritual, augusta e indefinível para a nossa apreciação restrita e singela.
“De modo algum poderíamos fazer um estudo psicológico de Jesus, estabelecendo dados comparativos entre o Senhor e o homem.
“(...) A dor espiritual, grande demais para ser compreendida, não constituiu o ponto essencial da sua perfeita renúncia pelos homens?
“Nesse particular, contudo, as criaturas humanas prosseguirão discutindo, como as crianças que somente admitem a realidade da vida de um adulto, quando se lhes fornece o conhecimento tomando para imagens o cabedal imediato dos seus brinquedos.”
Emmanuel (psicografia de Francisco Cândido Xavier),
“O Consolador”, resposta (parte) à pergunta nº 287.