Constant que tudo deveria ser ridículo, sem contar que aos olhos de quem quer que não admita a ação do mundo invisível, todos os efeitos resultantes dessa ação são relegados entre as crenças supersticiosas. Em favor desta última tese ele insiste muito sobre um fato, narrado pelos jornais da época, e que, talvez, se tenha inspirado nalguma imaginação assustadiça, exaltada ou doentia, segundo o qual certos enfermos subiam com a agilidade de gatos em árvores de quarenta metros de altura, caminhavam sobre os galhos sem os vergar, plantavam bananeira e desciam de cabeça para baixo sem nada sofrerem. Discute longamente para provar a impossibilidade da coisa e demonstrar que, segundo a direção do raio visual, a árvore assinalada não podia ser vista das casas de onde diziam ter visto o fato. Tanto esforço era inútil, pois lá nos disseram que o fato não era verdadeiro; reduzia-se a um rapazinho que, efetivamente, subira numa árvore de porte comum, mas sem fazer nenhuma demonstração de equilibrismo.
Assim descreve o Dr. Constant o histórico e os efeitos da doença.
(continua no próximo número)