Aos Espíritas – Constituição da Sociedade Anônima sem fins lucrativos e de capital variável da Caixa Geral e central do Espiritismo
Listas das subscrições depositadas na Caixa Geral para a propagação do Espiritismo 1868 – Dezembro 20 – Grupo Mendy, de Nancy . . . . . . . 60,00 1869 – Janeiro 7 – D..., de Angers . . . . . . . . . . . . . . . . . 5,00 8 – J... e B..., de Paris . . . . . . . . . . . . . . . 10,00 8 – Ch..., de Paris . . . . . . . . . . . . . . . . . 20,00 9 – Guilbert..., de Rouen . . . . . . . . 1.000,00 11 – D..., de Toulouse . . . . . . . . . . . . . . 10,00 16 – F…, de Saint-Étienne . . . . . . . . . . 10,00 29 – Sra. Al…, de Meschers . . . . . . . . . 20,00 Fevereiro 1o – B…, de Dijon . . . . . . . . . . . . . . . . . 10,00 8 – De Th. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,75 27 – Hug..., de Guadalupe . . . . . . . . . . 50,00 27 – Os espíritas da ilha de Oléron . . . 50,00 Março 2 – Y..., de Paris, . . . . . . . . . . . . . . . . 500,00 16 – Grupo Fr..., de Poitiers . . . . . . . . . 26,00 19 – C..., de Toulon . . . . . . . . . . . . . . . . 30,00 Abril 16 – X..., de Béthune . . . . . . . . . . . . . . . 2,20 16 – Cr..., de Paris . . . . . . . . . . . . . . . 100,00 16 – F..., de Guerche (Cher) . . . . . . . . . 5,00 16 – Grupo de Saint-Jean-d’Angely . . . 20,00 19 – M..., de Cognac . . . . . . . . . . . . . . . 2,00 23 – Diversos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,00 Maio 7 – De V..., . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20,00 14 – Sociedade de Constantina . . . . . . . 5,00 22 – D..., de Philippeville . . . . . . . . . . . 20,00 28 – Sociedade Espírita de Rouen, presidente, Sr. Guilbert . . . . . 1.000,00 29 – Sociedade Espírita de Toulouse . . 224,50 Junho 10 – Grupo Espírita da Paz, de Liège . 20,00 _________ Total das somas recebidas . . . . . . . 3.323,45 Despesas diveras . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3,00 ________ Em caixa, em 1o de agosto . . . . . . . 3.320,45 A esses valores devemos acrescentar o produto da brochura publicada pelo Sr. C... sob o título de: Instrução prática para a organização dos grupos espíritas, cuja totalidade é destinada pelo autor para aumentar os meios de ação da Sociedade anônima. Bom número dos nossos irmãos da província e do estrangeiro se desdobrou para concorrer, através de seus donativos, à elevação do monumento fúnebre que o Espiritismo se propõe construir em memória do Sr. Allan Kardec; cumprimos também um dever de lhes testemunhar a nossa profunda gratidão. Numerosas cartas de adesão à determinação tomada a esse respeito nos foram dirigidas, bem como proposições de modificações de diversas naturezas. Essa correspondência, que constitui objeto de um dossiê especial, será submetida, em tempo oportuno, à apreciação da comissão que será nomeada para tal efeito.32 Como se vê, a Sociedade se preocupa principalmente em assegurar a vitalidade do Espiritismo e de o livrar da usurpação do orgulho e da especulação. Reunirá todos os sufrágios? não terá de lutar contra a ambição dos que querem ligar seu nome a uma inovação qualquer? Ninguém pode gabar-se de contentar todo o mundo. O desejo da Sociedade, e esperamos não nos decepcionar, é satisfazer à vontade da maioria, permanecendo na senda traçada. Quanto aos dissidentes, às críticas, sejam quais forem, dir-lhes-emos, como o Sr. Allan Kardec: “O que vos barra o caminho? Quem vos impede de trabalhar de vosso lado? Quem vos proíbe de publicar vossas obras? A publicidade vos está aberta, como a todo o mundo; dai algo de melhor do que existe e ninguém se oporá; sede mais bem apreciados pelo público e ele vos dará a preferência. “Pelo fato de a Doutrina não se embalar em fatos irrealizáveis para o presente, não significa que se imobilize no presente. Apoiada exclusivamente nas leis da Natureza, não pode variar mais do que essas leis; mas, se uma nova lei se descobrir, a ela se aliará; não deve fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de suicidar-se; assimilando todas as idéias reconhecidamente justas, seja qual for a ordem a que pertençam, físicas ou metafísicas, ela jamais será ultrapassada, e aí está uma das principais garantias de sua perpetuidade. “A verdade absoluta é eterna e, por isto mesmo, invariável. Mas, quem pode lisonjear-se de a possuir inteiramente? No estado de imperfeição dos nossos conhecimentos, o que hoje nos parece falso amanhã pode ser reconhecido verdadeiro, em conseqüência da descoberta de novas leis; assim é na ordem moral, como na ordem física. É contra esta eventualidade que a Doutrina jamais deve ser pega de surpresa. O princípio progressivo, que ela inscreve em seu código, será, como temos dito, a garantia de sua perpetuidade e sua unidade será mantida precisamente porque não repousa no princípio da imobilidade. Em vez de ser uma força, a imobilidade se torna uma causa de fraqueza e de ruína para quem não segue o movimento geral; rompe a unidade, porque os que querem ir avante se separam dos que se obstinam em ficar atrás. Mas, seguindo o movimento progressivo, é preciso fazê-lo com prudência e se precaver contra os devaneios das utopias e dos sistemas. É preciso fazê-lo a tempo, nem muito cedo, nem muito tarde, e com conhecimento de causa. “Compreende-se que uma doutrina assentada em tais bases deve ser realmente forte; desafia toda concorrência e neutraliza as pretensões de seus competidores. É para este ponto que os nossos esforços tendem a levar a Doutrina Espírita. “Aliás, a experiência já justificou esta previsão. Tendo marchado sempre neste caminho desde a sua origem, a Doutrina avançou constantemente, mas sem precipitação, olhando sempre se o terreno onde pisa é sólido e medindo seus passos no estado da opinião. Ela fez como o navegante, que só marcha com a sonda à mão e consultando os ventos.” Variedades
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Mês Agosto
Ano 1869