Capítulo 3
Reproduzidos à vontade por milhares de pessoas, em todos os países, esses fatos não podiam deixar dúvida quanto à natureza inteligente das manifestações. Foi então que surgiu um novo sistema, segundo o qual essa inteligência seria a do médium, do interrogador ou mesmo dos assistentes. A dificuldade estava em explicar como semelhante inteligência podia refletir-se na mesa e se expressar por pancadas. Depois de se constatar que os golpes não eram dados pelo médium, deduziu-se que eram desferidos pelo pensamento. Ora, atribuir as pancadas ao pensamento era admitir um fenômeno ainda mais prodigioso do que todos os que até então haviam sido observados. Não tardou que a experiência demonstrasse a inadmissibilidade de tal opinião. De fato, as respostas se mostravam com muita frequência em oposição formal às ideias dos assistentes, fora do alcance intelectual do médium e dadas até mesmo em línguas que ele ignorava, ou fazendo referência a fatos que todos desconheciam. Os exemplos são tão numerosos que é quase impossível aos que se ocupam com as manifestações espíritas não os terem testemunhado algumas vezes. Citaremos apenas um, que nos foi relatado por uma testemunha ocular.
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Parte Segunda
Nome do Capítulo Manifestações inteligentes
Item 69