Em um navio da marinha imperial francesa, estacionado nos mares da China, toda a tripulação, dos marinheiros ao estado-maior, se ocupava em fazer que as mesas falassem. Tiveram, então, a ideia de evocar o Espírito de um tenente que pertencera à guarnição do mesmo navio e que havia morrido há dois anos. O Espírito veio e, depois de várias comunicações que encheram de espanto toda aquela gente, declarou o que se segue, por meio de pancadas: “Peço-vos com insistência que mandeis pagar ao capitão a soma de... (indicava a cifra), que lhe devo e que lamento não ter podido restituir-lhe antes da minha morte”. Ninguém conhecia o fato; o próprio capitão esquecera esse débito, que aliás era mínimo. Mas, verificando nas suas contas, encontrou o registro da dívida do tenente, cuja importância era exatamente igual à que fora indicada pelo Espírito. Perguntamos: do pensamento de quem essa indicação podia ser o reflexo?