Martin era médium inconsciente, dotado de uma aptidão de que se serviram os Espíritos, como de um instrumento, para chegar a um resultado determinado, e esse resultado estava longe de estar inteiro na revelação feita a Luís XVIII. O Espírito que se manifestou a Martin o caracteriza perfeitamente, dizendo; “Eu me sirvo de vós para abater o orgulho e a incredulidade.” Esta é a missão de todos os médiuns destinados a provar, por fatos de todos os gêneros, a existência do mundo espiritual e de uma força superior à Humanidade, porque tal é o objetivo providencial das manifestações. Acrescentaremos que o próprio rei foi instrumento nesta circunstância. Era preciso uma posição tão elevada quanto a sua, a própria dificuldade de ale chegar, para que o caso tivesse repercussão, e a autoridade de uma coisa oficial. As minuciosas investigações a que Martin foi submetido só podiam aumentar a autenticidade dos fatos, porque não teriam tomado todas estas precauções para um simples particular. A coisa teria passado quase despercebida, ao passo que ainda hoje a recordam e ela fornece uma prova autêntica em apoio dos fenômenos espíritas.