Um fenômeno muito comum nos médiuns escreventes é a mudança de caligrafia, conforme os Espíritos que se comunicam. O que há de mais notável, é que a mesma caligrafia se reproduz, constantemente, com determinado Espírito, sendo às vezes idêntica à que ele tinha em vida. Veremos mais tarde as consequências que daí se pode tirar, com relação à identidade dos Espíritos. A mudança de caligrafia só se dá com os médiuns mecânicos ou semimecânicos, porque neles o movimento da mão é involuntário e dirigido pelo Espírito. O mesmo já não acontece com os médiuns puramente intuitivos, visto que, neste caso, o Espírito atua unicamente sobre o pensamento, sendo a mão dirigida, como nas circunstâncias habituais, pela vontade do médium. Mas a uniformidade da caligrafia, mesmo tratando-se de um médium mecânico, não prova absolutamente nada contra a sua faculdade, porque a variação da forma da escrita não é condição absoluta na manifestação dos Espíritos; depende de uma aptidão especial, de que nem sempre são dotados os médiuns, por mais mecânicos que sejam. Designamos os que a possuem de médiuns polígrafos.