Tácito refere um fato análogo:
Durante os meses que Vespasiano passou em Alexandria, aguardando a volta periódica dos ventos estivais e da estação em que o mar oferece segurança, muitos prodígios aconteceram, pelos quais se manifestaram a proteção do céu e o interesse que os deuses pareciam tomar por aquele príncipe...
Esses prodígios redobraram em Vespasiano o desejo de visitar a morada sagrada dos deuses, para consultá-los sobre as coisas do Império. Ordenou que o templo fosse fechado para todos e, tendo nele entrado, estava muito atento ao que ia dizer o oráculo, quando percebeu, por detrás de si, um dos eminentes egípcios, chamado Basílide, que ele sabia estar doente em lugar distante muitos dias de Alexandria. Perguntou aos sacerdotes se Basílide viera ao templo naquele dia, informou-se com os transeuntes se o tinham visto na cidade e, por fim, despachou alguns homens a cavalo para colher informações sobre ele, vindo a saber que, no momento em que Basílide lhe aparecera, estava a 80 milhas de distância. Desde então não teve mais dúvida de que a visão era sobrenatural e o nome de Basílide lhe ficou valendo por um oráculo. (Tácito: Histórias, livro IV, caps. 81 e 82. Tradução de Burnouf.)