A Razão do Espiritismo
O Sr. Bonnamy já é conhecido de nossos leitores, que puderam apreciar a firmeza, a independência de seu caráter e a elevação de seus sentimentos, pela notável carta que publicamos na Revista de março de 1866, no artigo intitulado: O Espiritismo e a Magistratura. Ele vem hoje, por um trabalho de alto alcance, emprestar resolutamente o apoio e a autoridade de seu nome a uma causa que, na sua consciência, considera como a da Humanidade. Entre os adeptos já numerosos que o Espiritismo conta na magistratura, o Sr. Jaubert, vice-presidente do tribunal de Carcassonne, e o Sr. Bonnamy, juiz de instrução em Villeneuve- -sur-Lot, são os primeiros que abertamente arvoraram a bandeira. E o fizeram, não no dia seguinte à vitória, mas no momento da luta, quando a doutrina é alvo dos ataques de seus adversários, e quando seus aderentes ainda estão sob o golpe da perseguição. Os espíritas atuais e os do futuro saberão apreciá-lo e não o esquecerão. Quando uma doutrina recebe os sufrágios de homens tão justamente considerados, é a melhor resposta às diatribes de que ela possa ser objeto. A obra do Sr. Bonnamy marcará nos anais do Espiritismo, não só como a primeira em data no seu gênero, mas, sobretudo, por sua importância filosófica. O autor aí examina a doutrina em si mesma, discute os seus princípios, dos quais tira a quintessência, fazendo abstração completa de todo personalismo, o que exclui qualquer pensamento corporativista. NO PRELO PARA APARECER EM DEZEMBRO
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Mês Novembro
Ano 1867