Capítulo 25
21. Existe alguma diferença entre os Espíritos bons e os maus no que se refere à solicitude com que atendem ao nosso chamado? “Há, e muito grande: os Espíritos maus só vêm de boa vontade quando esperam dominar e enganar; porém, experimentam viva contrariedade quando são forçados a vir para confessarem suas faltas, e outra coisa não procuram senão ir-se embora, como um colegial a quem se chama para repreendê-lo. Podem ser constrangidos a isso por Espíritos superiores, como castigo e para instrução dos encarnados. A evocação é penosa para os Espíritos bons, quando são chamados inutilmente, para futilidades. Então, ou não vêm ou se retiram logo. Em princípio, podeis dizer que os Espíritos, quaisquer que eles sejam, não gostam de servir de distração a curiosos, exatamente como acontece entre vós. Muitas vezes não tendes outro objetivo, quando evocais um Espírito, senão ver o que ele vos dirá ou interrogá-lo sobre particularidades de sua vida, que ele não deseja vos contar, porque não tem nenhum motivo para vos fazer confidências. Julgais que ele vá se comprometer somente para vos dar prazer? De modo algum; o que ele não faria em vida tampouco fará como Espírito.” OBSERVAÇÃO – Realmente, a experiência comprova que a evocação é sempre agradável aos Espíritos, quando feita com fim sério e útil. Os bons têm prazer em nos instruir; os que sofrem encontram alívio na simpatia que demonstramos a eles; os que conhecemos ficam satisfeitos em serem lembrados. Os Espíritos levianos gostam de ser evocados pelas pessoas frívolas, porque isso lhes dá oportunidade de se divertirem à custa delas; sentem-se pouco à vontade com pessoas sérias.
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Evocações
Tema Utilidade das evocações particulares
Item 282
Sub-Item 21