Capítulo 25
20. A evocação é agradável ou penosa para os Espíritos? Eles vêm de boa vontade, quando chamados? “Isso depende do caráter deles e do motivo com que são chamados. Quando o objetivo é louvável e quando o meio lhes é simpático, a evocação constitui para eles coisa agradável e mesmo atraente. Os Espíritos se sentem sempre felizes com os testemunhos de afeição de que são alvo. Alguns consideram grande felicidade o fato de se comunicarem com os homens e sofrem com o abandono em que são deixados. Mas, como já disse, isto também depende do caráter deles. Entre os Espíritos, também há misantropos, que não gostam de ser incomodados e cujas respostas denotam o mau humor em que vivem, principalmente quando chamados por pessoas que lhes são indiferentes, pelas quais não se interessam. Muitas vezes, um Espírito não tem nenhum motivo para atender ao chamado de um desconhecido, que lhe é indiferente e que quase sempre é movido pela curiosidade. Se vem, suas aparições, em geral, são curtas, a menos que a evocação vise a um fim sério e instrutivo.” OBSERVAÇÃO – Há pessoas que só evocam seus parentes para lhes perguntar as coisas mais vulgares da vida material, por exemplo: um quer saber se alugará ou venderá sua casa; outro, para saber que lucro tirará da sua mercadoria, o lugar onde há dinheiro escondido, se tal negócio será ou não vantajoso. Nossos parentes de além-túmulo apenas se interessam por nós em virtude da afeição que lhes consagremos. Se os nossos pensamentos, com relação a eles, se limitam a supô-los feiticeiros, se só pensamos neles para lhes pedir informações, é claro que não podem ter grande simpatia por nós e ninguém deve surpreender-se com a pouca benevolência que lhes demonstrem.
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Evocações
Tema Utilidade das evocações particulares
Item 282
Sub-Item 20