Capítulo 31
Meus amigos, quereis formar um grupo espírita e eu o aprovo, porque os Espíritos não podem ver com satisfação que os médiuns conservem isolados. Deus não lhes concedeu essa sublime faculdade somente para eles, mas para o bem de todos. Comunicando-se com outros, eles terão mil oportunidades de se esclarecerem sobre o mérito das comunicações que recebem, ao passo que, isolados, estão muito melhor sob o domínio dos Espíritos mentirosos, que ficam muito contentes por não sofrerem nenhuma fiscalização. Eis o que vos deixo e, se o orgulho não vos subjuga, compreendereis e aproveitareis. Aqui vai agora para os outros. Estais bem certos do que deve ser uma reunião espírita? Não, visto que, no vosso zelo, julgais que o melhor que tendes a fazer é reunir o maior número possível de pessoas, a fim de as convencerdes. Desenganai-vos. Quanto menos pessoas, mais obtereis. É principalmente pelo ascendente moral que exercerdes que atraireis os incrédulos, muito mais do que pelos fenômenos que obtiverdes. Se somente os atrairdes pelos fenômenos, os que vos procurarem serão movidos apenas pela curiosidade; topareis com curiosos que não acreditarão em vós e que zombarão de vós. Se, entre vós, só se encontrarem pessoas dignas de apreço, muitas, talvez, não vos acreditem, mas vos respeitarão e o respeito inspira sempre a confiança. Estais convencidos de que o Espiritismo deve produzir uma reforma moral. Seja, pois, o vosso grupo o primeiro a dar exemplo das virtudes cristãs, visto que, nesta época de egoísmo, é nas Sociedades Espíritas que a verdadeira caridade há de encontrar refúgio.⁶¹ Tal deve ser, meus amigos, um grupo de verdadeiros espíritas. De outra vez, vos darei novos conselhos.
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Dissertações espíritas
Tema Sobre as Sociedades Espíritas
Item 21