Segundo a doutrina da Igreja os demônios foram criados bons e se tornaram maus por sua desobediência: são anjos decaídos, colocados primitivamente por Deus no topo da escala, de onde caíram. Segundo o Espiritismo os demônios são Espíritos imperfeitos, mas que se melhoram; ainda estão na base da escala, mas subirão um dia.
Os Espíritos que, por apatia, negligência, obstinação ou má vontade persistirem em ficar, por mais tempo, nas classes inferiores, sofrem as consequências dessa atitude, e o hábito do mal lhes dificulta a regeneração. Um dia, porém, chega-lhes a fadiga dessa vida penosa e das suas respectivas consequências; comparam a sua situação à dos Espíritos bons e compreendem que o seu interesse está no bem, procurando então se melhorarem, mas por ato de espontânea vontade, sem que haja nisto o menor constrangimento. Submetidos à lei geral do progresso, em virtude da sua aptidão para progredir, ainda assim não progridem contra a vontade. Deus lhes fornece constantemente esses meios, mas eles são livres para os aceitar ou recusar. Se o progresso fosse obrigatório não haveria mérito e Deus quer que todos tenham o mérito de suas obras. Ninguém é colocado em primeiro lugar por privilégio, mas o primeiro lugar é franqueado a todos, à custa do esforço próprio. Os anjos mais elevados conquistaram a sua graduação, passando, como os demais, pela rota comum.