Como agir na execução da tarefa, quando muitos se evadem, fugindo do trabalho para o bem?
— Recordas com tristeza a deserção dos companheiros mais afeiçoados aos propósitos de bem servir.
Viste a falência de idealistas arrebatados, quando o testemunho lhes exigia oração e jejum moral.
Acompanhaste com inquietação o recuo de amigos que lutavam nas primeiras linhas de combate.
Choraste, amargurado, ante a reação negativa daqueles em quem mais confiavas.
Esperaste, sem êxito, que os cooperadores afastados retornassem às atividades edificantes, onde serves ao Divino Servidor.
Ante as decepções sofridas e as rudes provações dizes-te cansado. Enxergas sombras onde brilhava a luz, pessimismo no lugar em que se demorava a esperança, aflição punitiva na alma que sofria em renovação, e sentes a falta de forças para continuar.
Tudo parece conspirar contra os teus elevados compromissos: incompreensão de uns, dificuldades com outros, abandono e solidão.
No entanto, é inadiável a tua necessidade de prosseguir.
Escuta a própria consciência e compreenderás quanto te significa.
Faze o que estiver ao alcance e faze sempre o melhor.
Examina e prossegue, pois, sob a inspiração do bem, enquanto são fortes as tuas forças, para que ao anoitecer dos dias, na velhice, descortines o caminho ensolarado. (Messe de Amor - 4e edição - p. 108/109/110)