Façamos uma comparação. Quando se tem vontade de atuar materialmente sobre um ponto qualquer, colocado a distância, quem quer é o pensamento, mas o pensamento por si só não irá percutir o ponto. Ele precisa de um intermediário, posto sob a sua direção: um bastão, um projétil, uma corrente de ar etc. Notai também que o pensamento não atua diretamente sobre o bastão, visto que, se este não for tocado, não se moverá. O pensamento, que nada mais é do que o Espírito encarnado, está unido ao corpo pelo perispírito e não pode atuar sobre o corpo sem o perispírito, como não pode agir sobre o bastão sem o corpo. Atua sobre o perispírito, por ser esta a substância com que tem mais afinidade; o perispírito atua sobre os músculos, os músculos tomam o bastão e o bastão bate no ponto visado. Quando o Espírito não está encarnado, é preciso que se sirva de um auxiliar estranho, e este auxiliar é o fluido, mediante o qual ele torna o objeto apropriado a obedecer ao impulso da sua vontade.