Assim, quando um objeto é posto em movimento, levantado ou atirado para o ar, não é que o Espírito o agarre, empurre e suspenda, como faríamos com a nossa mão. O Espírito o satura, por assim dizer, com o seu fluido, combinado com o fluido do médium, e o objeto, momentaneamente vivificado desta maneira, age como o faria um ser vivo, com a diferença apenas de que, não tendo vontade própria, segue o impulso que lhe dá a vontade do Espírito.
Considerando-se que o fluido vital, que de certo modo o Espírito emite, dá uma vida artificial e momentânea aos corpos inertes, e levando-se em conta que o perispírito nada mais é que esse mesmo fluido vital, conclui-se que é o próprio Espírito, quando está encarnado, quem dá vida ao seu corpo, por meio do seu perispírito, conservando-se unido a esse corpo, enquanto a organização deste o permitir; quando se retira, o corpo morre. Se, agora, em vez de uma mesa, esculpirmos uma estátua de madeira e sobre ela atuarmos, teremos uma estátua que se moverá, que baterá, que responderá com os seus movimentos e pancadas. Teremos, em suma, uma estátua animada momentaneamente de uma vida artificial. Em lugar de mesas falantes, vamos ter estátuas falantes. Quanta luz esta teoria não projeta sobre uma imensidade de fenômenos até agora sem solução! Quantas alegorias e efeitos misteriosos ela não explica!