Capítulo 5
As manifestações desta espécie não são raras nem novas, sendo poucas as crônicas locais que não contemplem alguma história de tal natureza. Não há dúvida de que o medo tem exagerado muitos fatos que, passando de boca em boca, assumiram proporções altamente ridículas. Com o auxílio da superstição, as casas onde eles ocorrem foram consideradas como assombradas pelo diabo, resultando daí todos os contos maravilhosos ou terríveis de fantasmas. Por outro lado, a velhacaria não deixou escapar tão bela ocasião para explorar a credulidade e quase sempre em proveito pessoal. Aliás, é facilmente compreensível a impressão que tais fatos, mesmo dentro dos limites da realidade, podem produzir em caracteres fracos e predispostos, pela educação, a alimentar ideias supersticiosas. O meio mais seguro de remediar os inconvenientes que possam gerar, já que não se pode impedir a sua ocorrência, consiste em tornar conhecida a verdade. Os fatos mais simples se convertem em coisas assustadoras, quando ignoramos suas causas. A partir do momento em que todos estiverem familiarizados com os Espíritos e quando as pessoas a quem eles se manifestam deixarem de acreditar que estão às voltas com uma legião de demônios, ninguém mais terá medo deles. A Revista espírita contempla a narração de muitos fatos autênticos deste gênero, entre outros a história do Espírito batedor de Bergzabern, cujas diabruras duraram mais de oito anos (números de maio, junho e julho de 1858); a de Dibbelsdorf (agosto de 1858); a do padeiro das Grandes-Ventes, perto de Dieppe (março de 1860); a da Rua des Noyers, em Paris (agosto de 1860); a do Espírito de Castelnaudary, sob o título de História de um danado (fevereiro de 1860); a do fabricante de São Petersburgo (abril de 1860) e muitas outras.
TAG Valor
Parte Segunda
Nome do Capítulo Manifestações físicas espontâneas
Tema Ruídos, barulhos e perturbações
Item 88