Na hipnose ou na letargia, os passivos controlados executam habitualmente cenas que provocam admiração pela jogralidade com que se manifestam.
O hipnotizador dará, por exemplo, a dez passivos, em ação, a idéia de frio, asseverando que a atmosfera se tornou subitamente gélida.
Expedirão todos eles, para logo, ondas mentais características, associando as imagens que sejam capazes de formular.
Semelhantes vibrações encontram na onda mental do hipnotizador o agente excitante que lhes alimenta o fluxo crescente na direção do objetivo determinado.
No decurso de instantes, essas vibrações terão reagido muitas vezes sobre os cérebros que as geram e entretecem, inclinando-os a agir como se realmente estivessem em pleno inverno.
Cada um, entretanto, procederá no vaivém das oscilações de maneira diversa.
Aqui, um deles abotoará fortemente o casaco; ali, outro se encolherá, vergando a cabeça para a frente; acolá, outro fará gestos de quem toma agasalhos, utilizando objetos em desacordo com os que imagina, e, além, ainda outros tremerão, impacientes, como que desamparados à ventania de um temporal.
O toque excitante do hipnotizador lançou uma idéia-tipo; contudo, as mentes por ele impressionadas responderam em sintonia, mas segundo os reflexos peculiares a si mesmas.