O aprendizado dos tempos em que fiquei como simples observador revelou-se precioso, e, ainda que timidamente e sentindo cuidadosamente o difícil terreno em que pisava, comecei a tarefa que me fora atribuída procurando corresponder às esperanças daqueles que ma concediam.
E foi assim que, inesperadamente, me achei investido de uma responsabilidade que nem suspeitava me seria conferida. Não Posso dizer se dei boa conta dela, mas, como me conservaram no posto pelo resto do tempo em que o grupo funcionou, creio que Correspondi à confiança que em mim depositaram.
Este episódio é aqui documentado, apenas para enfatizar a circunstância de que, muitas vezes, estamos, no grupo, sendo imperceptivelmente preparados e testados para responsabilidades futuras. Esperemos com paciência. E se não chegar o dia de uma participação mais dinâmica e efetiva, ou, por outra, mais ostensiva, não importa; não perdemos o tempo, ofertando O Pouco de
que dispomos: alguém se beneficiou mesmo com esse pequeno óbolo da viúva. Não somos julgados pelos resultados, mas pela boa-vontade que evidenciarmos.
O dirigente do grupo deve estar bem atento a toda e qualquer contribuição dessa natureza, estimulando-a com interesse, Colocando à disposição do companheiro sua experiência e orientação, procurando ajudá-lo, assisti-lo no esclarecimento de dúvidas, estudando junto com ele (ou ela) as dificuldades da tarefa, oferecendo sugestões, sem colocar-se na Posição de mestre infalível que tudo sabe, pois em questão de mediunidade precisamos ser humildes e sensatos para admitir que não sabemos tudo, longe disso; aquele que souber um pouco, utilize seus conhecimentos de maneira construtiva, sempre disposto a aprender mais, a rever pontos de vista, a reaprender. Cada caso é diferente, cada manifestação é diferente, uma vez que cada um de nós é um ser diferente, a atestar a infinita capacidade criadora d’Aquele que nos formulou no seu pensamento e nos deu forma, vida e consciência.