SISTEMA DAS CAUSAS FÍSICAS – Aqui saímos do sistema da negação absoluta. Constatada a realidade dos fenômenos, a primeira ideia que naturalmente acorreu ao espírito dos que os verificaram foi a de atribuir os movimentos ao magnetismo, à eletricidade, ou à ação de um fluido qualquer; numa palavra, a uma causa inteiramente física e material. Esta opinião nada apresentava de irracional e teria prevalecido, se o fenômeno se tivesse limitado a efeitos puramente mecânicos. Uma circunstância parecia mesmo confirmá-la: a do aumento que, em certos casos, experimentava a força atuante, na razão direta do número das pessoas presentes. Assim, cada uma delas podia ser considerada como um dos elementos de uma pilha elétrica humana. Já dissemos que o que caracteriza uma teoria verdadeira é poder explicar a razão de todos os fatos. Se, porém, um só fato que seja a contradiz, é que ela é falsa, incompleta, ou por demais absoluta. Foi o que logo se reconheceu quanto a esta teoria.
Os movimentos e as pancadas deram sinais inteligentes, obedecendo à vontade e respondendo ao pensamento. Deviam, pois, ter uma causa inteligente. Desde que o efeito deixava de ser puramente físico, a causa, por isso mesmo, tinha que ser outra. Tanto é assim, que o sistema da ação exclusiva de um agente material foi abandonado, persistindo apenas entre os que julgam a priori, sem nada terem visto. O ponto capital, portanto, consiste em verificar-se a ação inteligente, cuja realidade é capaz de convencer qualquer pessoa que se der ao trabalho de observar.