Dissestes: cruel punição de feroz existência... Como se pode conciliar esta afirmativa com a vossa reputação ilibada? – R. Que vale uma existência em face da eternidade? Certamente procurei ser honesto e bom na minha última encarnação, mas eu aceitara um tal fim antes de reencarnar. Ah! Por que me interrogar sobre esse passado doloroso que só eu e os Espíritos do Senhor conhecíamos? Mas visto que assim é preciso, dir-vos-ei que, numa existência anterior, eu enterrara viva uma mulher, a minha própria esposa, e por sinal num jazigo subterrâneo. A pena de talião devia ser-me aplicada. Olho por olho, dente por dente.