Se submetermos todas as comunicações a um exame escrupuloso, perscrutando e analisando suas ideias e expressões, como fazemos quando se trata de julgar uma obra literária, rejeitando, sem hesitação, tudo o que for contrário à lógica e ao bom senso, tudo o que desminta o caráter do Espírito que supomos esteja se manifestando, levaremos os Espíritos mentirosos ao desânimo, os quais acabam por se retirar, desde que fiquem bem convencidos de que não conseguirão nos enganar. Repetimos: este é o único meio, porém, meio infalível, porque não há comunicação má que resista a uma crítica rigorosa. Os Espíritos bons nunca se ofendem com ela, pois eles mesmos nos aconselham a examinar as comunicações, já que não têm nada a temer do exame. Somente os maus se ofendem e procuram evitar a crítica, porque têm tudo a perder. Só por isso provam o que são.
Eis o conselho que a tal respeito nos deu São Luís:
“Qualquer que seja a confiança legítima que vos inspirem os Espíritos que presidem aos vossos trabalhos, há uma recomendação que nunca seria demais repetir e que deveríeis ter presente sempre na vossa lembrança, quando vos entregais aos vossos estudos: é a de pesar, meditar e submeter ao controle da razão mais severa todas as comunicações que receberdes; é a de não deixardes de pedir as explicações necessárias, a fim de que possais formar uma opinião segura, toda vez que um ponto vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro.”