O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tardio, o culpado sofrerá por muito mais tempo.
A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que são a consequência da falta cometida, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corpórea, até que os últimos vestígios da falta tenham desaparecido.
A reparação consiste em fazer o bem a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros nesta vida, por fraqueza ou má vontade, achar-se-á numa existência posterior em contato com as mesmas pessoas a quem prejudicou, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes o seu devotamento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito.
Nem todas as faltas acarretam prejuízo direto e efetivo. Em tais casos a reparação se opera fazendo-se o que se deveria fazer e não foi feito; cumprindo os deveres desprezados, as missões não executadas; praticando o bem em compensação ao mal praticado, isto é, tornando-se humilde se foi orgulhoso, amável se foi austero, caridoso se foi egoísta, benevolente se foi perverso, laborioso se foi ocioso, útil se foi inútil, moderado se foi dissoluto, exemplar se foi mau etc. É assim que o Espírito progride, aproveitando-se do próprio passado.⁵⁹