Nas primeiras fases de sua existência, a alma é qual criança, isto é, inexperiente e, portanto, falível. Deus não lhe dá essa experiência, mas dá-lhe meios de adquiri-la. Cada passo em falso na senda do mal é um atraso para a alma que, sofrendo-lhe as consequências, aprende à sua custa o que deve evitar. É assim que, pouco a pouco, se desenvolve, aperfeiçoa e avança na hierarquia espiritual, até chegar ao estado de Espírito puro ou anjo. Os anjos são, pois, as almas dos homens chegados ao grau de perfeição que a criatura comporta, gozando, em sua plenitude, da felicidade prometida. Antes, porém, de atingir o grau supremo, desfrutam de uma felicidade relativa ao seu adiantamento, felicidade que consiste, não na ociosidade, mas nas funções que apraz a Deus confiar-lhes, e por cujo desempenho se sentem felizes, visto que tais ocupações representam para eles um meio de progresso. (Veja-se a Primeira Parte desta obra, cap. III, O céu.)