49. A crítica mal-intencionada, com satisfação, apresentou as comunicações espíritas como se elas se realizassem cercadas de práticas ridículas e supersticiosas da magia e da necromancia.(64) Se aqueles que falam do Espiritismo, sem conhecê-lo, tivessem o cuidado de estudar o assunto de que desejam falar, se teriam poupado dos esforços da imaginação ou das alegações que servem apenas para provar sua ignorância e sua má vontade.
Para o conhecimento das pessoas estranhas à Doutrina, nós afirmamos que não há dias, horas ou lugares que sejam mais propícios que outros para se entrar em comunicação com os espíritos; que não é preciso fórmulas, palavras sacramentais ou cabalísticas; que não há necessidade de nenhuma preparação, de nenhuma iniciação; que o emprego de qualquer sinal ou objeto material, seja para atraí-los, seja para repeli-los é sem efeito, porquanto o pensamento é suficiente; afirmamos, por fim, que os médiuns recebem suas comunicações de forma muito simples e natural, como se estivessem sendo ditadas por uma pessoa viva, sem saírem do estado normal. Só o charlatanismo poderia ostentar maneiras excêntricas e usar acessórios ridículos.
O chamamento dos espíritos se faz em nome de Deus, com respeito e recolhimento, é a única coisa que é recomendada às pessoas sérias que querem entrar em contato com espíritos sérios.