À medida que o Espírito se desenvolvia, o véu material pouco a pouco se dissipava e os homens se tornavam mais aptos para compreender as coisas espirituais, o que só aconteceu lenta e gradualmente. Por ocasião de sua vinda, Jesus já pôde proclamar um Deus clemente, falando de seu reino, que não é deste mundo, e dizer aos homens: “Amai-vos uns aos outros e fazei o bem aos que vos odeiam”, enquanto os antigos diziam: “Olho por olho, dente por dente.”
Ora, quais eram os homens que viviam no tempo de Jesus? Seriam almas novamente criadas e encarnadas? Se assim fosse, teria Deus criado almas mais adiantadas no tempo de Jesus do que no tempo de Moisés? Mas então em que se teriam tornado estas últimas? Consumir-se-iam por toda a eternidade no embrutecimento? O simples bom senso repele tal suposição. Não; essas almas eram as mesmas que viviam sob o império das leis mosaicas e que tinham adquirido, em várias existências sucessivas, desenvolvimento suficiente à compreensão de uma doutrina mais elevada, assim como hoje se encontram mais adiantadas para receber um ensino ainda mais completo.