Capítulo 1
Como a existência da alma e a de Deus, consequência uma da outra, constituem a base de todo o edifício, antes de iniciarmos qualquer discussão espírita, precisamos saber se o nosso interlocutor admite essa base. Se a estas questões: Credes em Deus? Credes que tendes uma alma? Credes na sobrevivência da alma após a morte? se ele responder negativamente ou, mesmo se disser, simplesmente: Não sei; desejaria que fosse assim, mas não tenho a certeza disso, o que, quase sempre, equivale a uma negação polida, disfarçada sob uma forma menos categórica, para não chocar bruscamente aquilo a que ele chama preconceitos respeitáveis, seria inútil ir além, tão inútil quanto querer demonstrar as propriedades da luz a um cego que não admitisse a existência daquela. Porque, em síntese, as manifestações espíritas não passam de efeitos das propriedades da alma. Assim, se não quisermos perder tempo com semelhante interlocutor, teremos de seguir uma ordem de ideias muito diversa. Se, porém, a base for admitida, não como simples probabilidade, mas como coisa evidente, incontestável, a existência dos Espíritos decorrerá muito naturalmente dessa base.
TAG Valor
Parte Primeira
Nome do Capítulo Há Espíritos?
Item 4