Os meios de convicção variam extremamente, conforme os indivíduos. O que convence a uns, nada produz em outros; este se convenceu observando algumas manifestações materiais, aquele por meio de comunicações inteligentes, a maior parte pelo raciocínio. Podemos até dizer que, para a maioria dos que não se preparam pelo raciocínio, os fenômenos materiais têm pouco peso. Quanto mais extraordinários são esses fenômenos, quanto mais se afastam das leis conhecidas, tanto maior é a oposição que encontram, e isto por uma razão muito simples: é que todos somos levados naturalmente a duvidar de um fato que não tem sanção racional. Cada um o considera do seu ponto de vista e o explica a seu modo: o materialista o atribui a uma causa puramente física ou a um embuste; o ignorante e o supersticioso a uma causa diabólica ou sobrenatural, ao passo que uma explicação prévia tem o efeito de destruir as ideias preconcebidas e de mostrar, se não a realidade, pelo menos a possibilidade do fenômeno, que, assim, é compreendido antes de ser visto. Ora, desde que se reconhece a possibilidade de um fato, três quartos da convicção estão assegurados.