Será útil tentar convencer um incrédulo obstinado? Já dissemos que isso depende das causas e da natureza da sua incredulidade. Muitas vezes, a insistência em querer convencê-lo o leva a crer em sua importância pessoal, o que constitui razão para que ele se obstine ainda mais. Com relação ao que não se convenceu pelo raciocínio nem pelos fatos, a conclusão a tirar-se é que ainda lhe cumpre sofrer a prova da incredulidade. Deve-se deixar à Providência o encargo de encaminhá-lo a circunstâncias mais favoráveis. Há tanta gente querendo receber a luz! Por que perder tempo com os que a repelem? Dirigi-vos, pois, aos homens de boa vontade, cujo número é maior do que se pensa, e o exemplo de suas conversões, multiplicando-se, vencerá mais facilmente as resistências do que as palavras. O verdadeiro espírita jamais deixará de fazer o bem. Há corações aflitos a aliviar, consolações a dispensar, desesperos a acalmar, reformas morais a operar. Essa é a sua missão e aí ele encontrará a verdadeira satisfação. O Espiritismo está no ar; espalha- se pela força das coisas, porque torna felizes os que o professam. Quando os seus adversários sistemáticos o ouvirem repercutir em torno de si mesmos, entre seus próprios amigos, compreenderão o isolamento em que se acham e serão forçados a calar-se ou a render-se.