Talvez alguém pergunte como pode o Espírito, com o auxílio de matéria tão sutil, atuar sobre corpos pesados e compactos, suspender mesas etc. Certamente não será um homem de ciência que fará semelhante objeção, visto que, sem falar das propriedades desconhecidas que esse novo agente pode possuir, não temos exemplos análogos sob as vistas? Não é nos gases mais rarefeitos, nos fluidos imponderáveis que a indústria encontra os seus mais possantes motores? Quando vemos o ar derrubar edifícios, o vapor deslocar enormes massas, a pólvora gaseificada levantar rochedos, a eletricidade lascar árvores e fender paredes, por que estranhar que o Espírito, com o auxílio do seu perispírito, possa levantar uma mesa, sobretudo quando se sabe que esse perispírito pode tornar-se visível, tangível e comportar-se como um corpo sólido?