Todos esses sabem muito bem por que fogem às lembranças do passado: é que as recordações arrastam-nos, inapelavelmente, a enfrentar suas próprias contradições íntimas, suas hipocrisias, seus desvios, suas fraquezas. O esquecimento deliberado e auto-induzido é uma fuga, um esconderijo.
Enquanto estão ali, acham-se abrigados da dor. Por isso, não estão interessados, especificamente, nesta ou naquela teologia — o que importa é a ação, o poder. No fundo, sabem muito bem que não são trabalhadores do Cristo, mas há tanto tempo se condicionaram a essa atitude, que acabam por se convencer da sua autenticidade. É preciso um impacto mais violento para desalojá-los de suas terríveis auto-ilusões.