Livros Espíritas
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3ᵒ) Segundo o gênero e a particularidade das comunicações: Médiuns versificadores – São os que obtêm, mais facilmente do que outros médiuns, comunicações em verso. Muito comuns para versos ruins, e muito raros para versos bons. Médiuns poéticos – Embora não recebam comunicações em verso, as mensagens que chegam por intermédio deles têm qualquer coisa de vaporoso, de sentimental; nada que mostre indelicadeza. São, mais do que os outros médiuns, apropriados à expressão de sentimentos ternos e afetuosos. Tudo é vago nas comunicações que obtêm, sendo inútil pedir-lhes ideias precisas. Muito comuns. Médiuns positivos – Suas comunicações têm, geralmente, um caráter de nitidez e precisão, que se presta bastante aos detalhes circunstanciados, aos informes exatos. Muito raros. Médiuns literários – Não apresentam o que há de impreciso nos médiuns poéticos, nem o terra a terra dos médiuns positivos, mas dissertam com sagacidade. Têm estilo correto, elegante e, frequentemente, de notável eloquência. Médiuns incorretos – Podem obter excelentes coisas, pensamentos de elevada moralidade, mas num estilo prolixo, incorreto, cheio de repetições e de termos impróprios. “A incorreção material do estilo decorre geralmente da falta de cultura intelectual do médium que, nesse caso, não é um bom instrumento para o Espírito, embora este não ligue maior importância ao fato. Para o Espírito, o essencial é o pensamento, de modo que ele vos deixa a liberdade de dar-lhe a forma que convenha. Isto, porém, não se aplica às ideias falsas e ilógicas que uma comunicação possa conter, as quais constituem sempre um indício da inferioridade do Espírito que se manifesta.” Médiuns historiadores – Os que revelam aptidão especial para as explanações históricas. Como todas as outras, esta faculdade independe dos conhecimentos do médium, pois não é raro se verem pessoas sem instrução e até crianças tratar de assuntos que estão fora do seu alcance. Variedade rara dos médiuns positivos. Médiuns científicos – Não dizemos sábios, porque podem ser muito ignorantes. Apesar disso, eles se mostram especialmente aptos para receber comunicações da esfera das ciências. Médiuns receitistas – Têm a especialidade de servirem mais facilmente de intérpretes aos Espíritos para as prescrições médicas. Não se deve confundi-los com os médiuns curadores, visto que nada mais fazem do que transmitir o pensamento do Espírito, sem exercerem por si mesmos nenhuma influência. Muito comuns. Médiuns religiosos – Recebem especialmente comunicações de caráter religioso ou que tratam de questões religiosas, não obstante suas crenças e hábitos. Médiuns filósofos e moralistas – As comunicações que recebem têm geralmente por objeto as questões de moral e de alta filosofia. Muito comuns, quanto à moral. “Todas essas nuanças constituem variedades de aptidões dos bons médiuns. Quanto aos que têm uma aptidão especial para comunicações científicas, históricas, médicas e outras, fora do alcance de suas especialidades atuais, podeis estar certos de que possuíam esses conhecimentos em existência anterior e os conservaram em estado latente, fazendo parte dos elementos cerebrais necessários à manifestação do Espírito. Esses elementos abrem caminho ao Espírito para a transmissão de ideias que lhe são próprias, de sorte que em tais médiuns ele encontra instrumentos mais inteligentes e mais maleáveis do que num médium ignorante.” ERASTO Médiuns de comunicações triviais e obscenas – Estas palavras indicam o gênero de comunicações que alguns médiuns recebem habitualmente e a natureza dos Espíritos que as transmitem. Quem haja estudado o mundo dos Espíritos, em todos os graus da escala, sabe que há Espíritos cuja perversidade se iguala à dos homens mais depravados e que se comprazem em exprimir seus pensamentos nos mais grosseiros termos. Outros, meno signóbeis, se contentam com expressões triviais. É natural que esses médiuns sintam o desejo de se verem livres da preferência de que são objeto por parte de semelhantes Espíritos, e que devem invejar os que, nas comunicações que recebem, jamais escreveram uma palavra inconveniente. Só por uma estranha aberração mental e falta de bom senso se poderia acreditar que semelhante linguagem possa ser usada por Espíritos bons.
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