Livros Espíritas
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Assim, hoje, encontra-se colocado entre os Espíritos superiores.” 2o Evocação de Charles Nodier, pela Srta. Huet. Ele começa o trabalho prometido na última sessão. 3o Evocação do Père Leroy. Como deixara livre a escolha do médium, preferiu-se não utilizar aquele de que se serviu pela primeira vez, a fim de afastar qualquer influência e poder melhor julgar da identidade por suas respostas. Elas estão em todos os pontos de acordo com os pensamentos antes expressos e dignos de um Espírito elevado. Ele termina por conselhos da mais alta sabedoria, nos quais se revelam, simultaneamente, a humildade do cristão, a tolerância da caridade evangélica e a superioridade da inteligência. 4o Evocação da rainha de Oude, já evocada em janeiro de 1858 (ver a Revista de março de 1858). Médium: Sr. Jules Rob... Nota-se nela uma leve disposição para progredir, mas o fundo de seu caráter sofreu pouca mudança. Observação – Entre os assistentes achava-se uma senhora que durante muito tempo residiu na Índia e a conheceu pessoalmente. Diz que todas as respostas são perfeitamente conformes com o seu caráter e que é impossível não reconhecer nelas uma prova de identidade. 5o Três ditados espontâneos são obtidos: o primeiro pela Srta. Huet, sobre a Inveja, assinado por São Luís; o segundo pelo Sr. Didier, sobre o pecado original, assinado por Ronsard; e o terceiro pela Srta. Stéphanie, assinado por Gustave Lenormand. Durante as últimas comunicações, a Srta. L. J..., médium desenhista, recebeu dois grupos, assinados por Jules Romain. Em seguida a alguns belos pensamentos escritos por um Espírito que não os assina, outro Espírito, que já se manifestou pela Srta. L. J..., interfere na comunicação, fazendo quebrar os lápis e riscando traços que denotam sentimentos de cólera. Ao mesmo tempo comunica-se com o Sr. Jules Rob..., respondendo laconicamente e com altivez às questões que lhe são dirigidas. É o Espírito de um soberano estrangeiro, conhecido pela violência de seu caráter. Convidado a assinar o nome, ele o faz de duas maneiras. Um dos assistentes, ligado ao governo de seu país, cujas funções lhe deram ensejo de ver muito a sua assinatura, numa reconhece a de documentos oficiais, e na outra a das cartas particulares. Encerrada a sessão geral, os Senhores membros da Sociedade são convidados a permanecer por mais alguns instantes para uma comunicação. Numa alocução muito calorosa, o Sr. Sanson expressa o reconhecimento que deve ao Espírito São Luís, por sua intervenção na cura de um mal na perna que havia resistido a todos os tratamentos e deveria levar à amputação. É, diz ele, ao conhecimento do Espiritismo que deve sua cura, verdadeiramente miraculosa, pela confiança que teve na bondade e no poder de Deus, com o que antes pouco se preocupava. E como deve à Sociedade o ter sido iniciado nas verdades que ela ensina, ele a inclui nos seus agradecimentos. Desde então, todos os anos, oferece ao Espírito São Luís, no dia que lhe é consagrado, um buquê de flores, em memória do favor de que foi objeto; e é essa homenagem que ele renova hoje, 24 de agosto, véspera de São Luís. A Sociedade se associa ao testemunho de gratidão do Sr. Sanson. Ela agradece a São Luís a benevolência que tem merecido de sua parte e lhe pede continuar fazendo jus à sua proteção. São Luís responde: “Sinto-me feliz, triplamente feliz, meus amados irmãos, pelo que vejo e ouço esta noite. Vossa emoção e reconhecimento ainda são a melhor homenagem que podeis dirigir-me. Que o Deus de bondade vos conserve estes bons e piedosos sentimentos! Continuarei a velar por uma Sociedade unida pelos sentimentos de caridade e de verdadeira fraternidade.” Luís
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