Livros Espíritas
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Fábula Um burro, sim, – não confundir, Eu nunca digo mal de alguém de qualidade, – Um Asno bem peludo, um burro de verdade, Bem arreiado, é bom convir Ralhava na estação com uma locomotiva. O seu olhar brilhava a uma palavra viva. “És tu, gritava então, tu que estás em repouso! “Do carneiro vizinho ouvi atencioso, “Que andas tu sem cavalo, ou asno, sem manobra; “Que ruges a arrastar qual uma imensa cobra “Esses caixotes, como aldeia de madeira; “Um milagre que outrora eu crera, uma besteira! “Chegados finalmente os tempos são! sem troça! “Eu por trigo não tomo a alfafa de uma roça; “Sei o cardo deixar por feixe de capim. “Ninguém tão longe vai com os pés de ferro assim. “Eu tenho a minha regra; e na razão confio. “Sem cavalos marchar? Só tu? Eu desafio.” Um asno, vede vós, invocava a razão, Chama que, muita vez, ao néscio faz perder. Ah! quantos sábios que como um jerico são! Doutores, vós negais do Espírito o poder; Negai o movimento, a força do motor. Do nada o homem tirou a elétrica energia? Toda locomotiva exige, enfim, vapor; Aos mortos evocar... só à prece que irradia De um coração pleno de amor.
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(54) Um vol. in-18. – Preço: 2 fr. – Em Carcassonne, L. Labau; em Paris, Ledoyen, Palais-Royal.
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