Livros Espíritas
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Existe muita ociosidade travestida de depressão. O que é a ociosidade e quem é o ocioso? — A ociosidade é cruel inimigo da criatura humana e fator dissolvente que se insinua nas tarefas do bem, nas comunidades que laboram pelo progresso. Após vencer aquele de quem se apossa, espalha o seu ar mefítico, contaminando quantos se acercam da sua vítima, que se transforma em elemento pernicioso, refugiando-se em mecanismos de evasão de responsabilidade sob a condição de abandonado pela fraternidade alheia. O ocioso faz-se ególatra; termina impiedoso. Solicita direitos, sem cumprir com os deveres que lhe dizem respeito. Parasito social, é hábil na dissimulação dos propósitos infelizes que agasalha. Dispõe de tempo para censurar os que trabalham e observa. nos outros refletidas, as imperfeições que de si transfere. Sua palavra enreda os incautos, torpedeando os programas que exigem ação. Bom palestrante, conselheiral, cômodo, refugia-se na gentileza para atrair simpatias, desde que lhe não seja exigido esforço. Sabe usar os recursos alheios e estimula as tendências negativas, insuflando, com referências encomiásticas, o orgulho, a vaidade, a insensatez. Na enfermidade de que padece, não se dá conta da inutilidade que o caracteriza. (Otimismo - 5a edição - p. 87/88/89)
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