Livros Espíritas
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Os médiuns audientes, os que apenas transmitem o que ouvem, não são, a bem dizer, médiuns falantes. Estes últimos, na maior parte das vezes, nada ouvem. Neles o Espírito atua sobre os órgãos da palavra, como atua sobre a mão dos médiuns escreventes. Quando quer comunicar-se, o Espírito se serve dos órgãos mais flexíveis que encontra no médium. De um, utiliza a mão; de outro, a palavra; de um terceiro, os ouvidos. O médium falante geralmente se exprime sem ter consciência do que diz e muitas vezes diz coisas completamente estranhas às suas ideias habituais, aos seus conhecimentos e, até mesmo, fora do alcance de sua inteligência. Embora se ache perfeitamente acordado e em estado normal, raramente se lembra do que disse. Em suma, nele a palavra é um instrumento de que se serve o Espírito, com o qual uma terceira pessoa pode comunicar-se, como o faz com o auxílio de um médium audiente. Nem sempre, porém, a passividade do médium falante é tão completa assim. Alguns têm intuição do que dizem, no momento exato em que pronunciam as palavras. Voltaremos a falar desta variedade de médiuns quando tratarmos dos médiuns intuitivos.
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